domingo, dezembro 10, 2006

O banco de jardim


Gosto de me sentar aqui.
Aqui onde o silêncio é mais tranquilo,
onde dançam as flores secas deste Outono agreste.
Onde me sinto mais perto de ti…
Gosto de sentir o vento no meu rosto,
faz-me pensar que me sopras ao ouvido,
que sussurras conselhos e que acalmas a minha ira.
Não deixo de estar magoada contigo,
não deixo de estar magoada comigo.
Não gosto de deixar este espaço que construí para nós,
Faz-me sempre sentir que deixo uma parte de mim, ali, parada.
Digo-te sempre que volto e rezo sempre para que estejas lá.
Por isso não gosto da palavra adeus.
Sabes, estou cansada de dizer adeus e não um até já.
Da ultima vez que conversamos deixei-te triste, falei-te da dor que carrego,
das mágoas que tenho e do meu medo.
Eu não queria, juro!
Mas a minha solidão é tão grande e tu… estás tão longe.
Volta para mim meu anjo, volta…
Ficarei aqui sentada à tua espera, neste canto tão nosso,
Neste universo que eu não digo adeus, neste universo em que eu te digo até já